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Teologia entre irmãos

por Inês Teotónio Pereira, em 17.04.14

- Porque é que Jesus foi morto? 

- Porque não conseguiu contruír um templo.

- Ah... Porque é que ele tinha de contruir o templo? 

- Era o trabalho dele: carpinteiro.

- Ah...

- E era preciso matá-lo?

- Naquele tempo era assim: matava-se por tudo e por nada.  

 

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publicado às 13:09

Tenho de ir ao médico com o meu filho

por Inês Teotónio Pereira, em 17.04.14

Vou muitas vezes ao médico com os meus filhos. Muitas mesmo. Em média, quatro a cinco vezes por ano com cada um, entre dentista, pediatra, vacinas, ontorrino, dermatologista, médico de família, etc.. Como tenho seis filhos, vou ao médico com eles entre 24 a 30 vezes por ano, ou seja, duas a três vezes por mês, no mínimo. No meu caso a justificação "tenho de faltar porque vou ao médico com o meu filho", parece desculpa e não justificação. O bebé veio estragar a média e agora perfiro dizer que "acordei tarde", "apanhei trânsito", "caiu o tecto da minha casa", "tive uma ameaça de bomba e tenho de passar a manhã com a brigada minas e armadilhas. Qualquer coisa menos "tenho de ir com o meu filho ao médico". Já ninguém acredita.  

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publicado às 11:21

Este já está medicado

por Inês Teotónio Pereira, em 16.04.14

- Mãe, o que é um padrasto?

- É o marido da mãe que não é pai. 

- Então, por exemplo, se o pai e mãe se separassem e a mãe fosse casar com, por exemplo, o Passos Coelho, o meu padrasto era o Passos Coelho? 

- Porquê o Passos Coelho?!  

- Não sei, não sei quem é a mulher dele... Desculpe, pode ser outro qualquer... 

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publicado às 14:58

Para que servem os sapatos a um bebé que ainda não anda?

por Inês Teotónio Pereira, em 15.04.14

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publicado às 16:06

Os meus filhos exprimem-se

por Inês Teotónio Pereira, em 15.04.14

Deixar um jornal falar com os nossos filhos é mais ou menos a mesma coisa que Putin deixar a CNN falar com os ucranianos da Crimeia: pode correr mal, mas também pode correr bem. No meu caso correu bem: 

 

"Mas afinal, de todos os temas de que Inês Teotónio Pereira fala, qual pensarão estes pequenos que é a principal queixa materna? Curiosamente, temos resposta coincidente entre progenitora e prole. "As tardes. Quando chegamos a casa e temos de tomar banho e jantar. E depois começamos todos a implicar uns com os outros. Isso a mãe odeia". 

Reparem: curiosamente. Tive sorte, as respostas coincidem.

 

Mais à frente fala-se das sapatadas. (No episódio das sapatadas senti-me mais ou menos como Bush em relação a Guantanamo) "Mas umas boas sapatadas fazem ou não falta de vez em quando? "Nenhuma", sentencia Duarte. Mas os irmãos discordam: "Às vezes fazem bem. Porque nós pensamos 'não posso fazer isto se não vou levar'", explica Manel".

 

Toda a reportagem pode ser lida aqui. (Leitura não recomendada a leitores mais sensiveis).

 

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publicado às 14:42

...

por Inês Teotónio Pereira, em 15.04.14

Este fim de semana fomos com as crianças aqui: 

 

 

  

- Então, do que é que gostaram mais?

- Do gelado. 

- Eu não, eu gostei mais da pizza. 

- E das grutas...? 

- Também. 

- Querem ver outras grutas? 

- Pode ser. Mas almoçamos onde?

- Podemos comer o novo corneto?  

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publicado às 14:32

Sou experiente em cheiro a cocó

por Inês Teotónio Pereira, em 15.04.14

 

No i de sábado

 

Desconfio seriamente que não existem mães experientes. Uma mãe é sempre inexperiente. A minha experiência diz isso. Por mais filhos que tenham, as dúvidas das mães mantêm-se, ou melhor, multiplicam-se. A quantidade de filhos só vem demonstrar que somos muitas vezes inexperientes, tantas vezes quantas o número de filhos que temos. A dolorosa fatalidade da maternidade é que as dúvidas não são inversamente proporcionais ao número de filhos. As únicas coisas inversamente proporcionais ao número de filhos são o dinheiro e a paciência. Tudo o resto mantém-se ou aumenta. Não sei se com os pais também é assim - não existem grupos de pais ou blogues de pais onde se troquem experiências e dúvidas sobre a paternidade suficientemente representativos para se poder responder com fundamento a esta pergunta. Mas desconfio que o problema da inexperiência é sobretudo das mães. Aliás, espero que seja um problema de todas as mães e não um problema apenas meu.

Eu sou e serei sempre uma mãe inexperiente. E cada vez mais. Por exemplo, eu morro de medo de recém-nascidos por mais recém-nascidos que me entrem em casa. De qualquer recém-nascido. Sou uma maçarica em recém-nascidos. Quando um recém-nascido entra em minha casa para ficar lá a viver, quando o hospital me deixa levar para casa um bebé que nem quatro pacotes de leite pesa, que não pode cair, que não pode ser abanado, que tem de ser alimentado de três em três horas, que não se pode constipar e que até a cor e a frequência do cocó que faz tem de ser registada, eu entro em pânico. Por mais recém-nascidos que entrem em minha casa, o pânico mantém-se. Nunca reduziu. Dizem os livros que este pânico é a famosa depressão pós-parto. Não sei. Comigo é mesmo pânico. Quando o recém-nascido chora sem parar depois de ter dormido, comido, arrotado e feito cocó, eu não sei o que fazer e o instinto maternal não se revela. Eu bem que o procuro, mas nada. Até que o recém-nascido pára de chorar e pronto, eu durmo. Mesmo quando o recém-nascido passa a bebé, a angústia, as dúvidas, mantêm-se. "Mas já tiveste tantos filhos, sabes perfeitamente como é." Com os médicos é a mesma coisa, não me ligam peva porque confiam na minha experiência. "Já sabe como é... Não é o primeiro..." Pois, não sei como é. Eles são todos diferentes. A grande chatice é essa, é que os nossos filhos são mesmo todos completamente diferentes. Parece que é a gozar.

Os filhos, infelizmente, não são um carro de uma linha de montagem de uma fábrica de carros, por isso, a experiência não interessa nada. Uma pessoa que passe os dias a apertar parafusos acaba por ficar experiente a apertar parafusos. Mas uma pessoa que tenha muitos filhos está sempre a fazer coisas diferentes com os vários filhos que estão sempre a mudar de idade e acaba por ficar especialista em coisa nenhuma. Por isso não ganha experiência, acumula apenas várias experiências assustadoras e totalmente diferentes. Acumula camadas de experiências. Tipo tralha no sótão.

Ter muitos filhos só complica ainda mais a questão da experiência maternal. Primeiro, porque toda a gente acha que somos o Einstein dos filhos. Não somos. Fingimos que somos, mas não somos. Depois, porque acabamos sempre a comparar os filhos, experiências diferentes, "com o outro fazia assim...", mas acabamos angustiadas porque com este o "truque da chucha não resulta...". A terceira complicação é que as crianças, além de serem irritantemente diferentes, estão sempre a mudar. Quando nós começamos a ficar experientes numa determinada fase, ou numa determinada criança, ela passa logo para a fase seguinte e nós passamos a inexperientes da fase seguinte. Elas estão sempre à nossa frente. Tipo matéria nova. Parece mesmo que gozam.

As mães só são experientes nas dúvidas. E quanto mais filhos, mais dúvidas, pois os filhos novos trazem sempre dúvidas novas. O máximo que as mães podem acumular, além das óbvias camadas de gordura, são camadas de ignorância. No meu caso, quanto mais filhos tenho, mais sei que nada sei. Há, no entanto, uma excepção: hoje em dia já sei mudar fraldas mais ou menos a dormir e mesmo num quarto quase às escuras. Sim, posso dizer, ao fim de todos estes anos, que sou experiente em cheiro a cocó.

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publicado às 00:04

Payback

por Inês Teotónio Pereira, em 11.04.14

Hoje soube as notas deles.

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publicado às 17:38

Humor de filho

por Inês Teotónio Pereira, em 10.04.14

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publicado às 16:38

Um post fofinho

por Inês Teotónio Pereira, em 10.04.14

Têm a mesma idade, sairam os dois em revistas e não sabem falar. Quem é o mais fofinho? 

  

                                    

O meu bebé                              O bebé inglês

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publicado às 12:27

O bebé do meu amigo e o meu

por Inês Teotónio Pereira, em 10.04.14

O bebé do meu amigo, que nasceu uma semana antes do meu, já bate palmas, gatinha, põe-se em pé no berço e vira a chucha na boca. O meu bebé gatinha para trás e cai com a cara no chão passados dois segundos, rir-se quando nós batemos palmas como se nós fossemos parvos, põe-se de joelhos no berço e quando a chucha está ao contrário guincha até que alguém a vá endireitar. Se eu estou de alguma forma ressabiada? Claro que não! Mas vamos ver quem é que começa a ler e a fazer contas com números negativos primeiro e depois falamos. 

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publicado às 11:34

Baby blogs

por Inês Teotónio Pereira, em 09.04.14

Um baby blog é um blog do tipo fofinho. Os filhos são fofinhos, as mães têm imensas coisas fofinhas, dão imensas ideias para se fazerem coisas fofinhas e os textos são sobre as coisas fofinhas e sobre os filhos fofinhos. Os baby blogs ensinam-nos imensas coisas fofinhas, práticas, sábias, sensatas, divertidas, giras, modernas e úteis. Quem é mãe lê ou tem um baby blog, caso contrário está completamente out. Vive na idade da pedra das mães. 

Pois eu tenho um grave problema com os baby blogs: tenho imensa inveja de todos eles. Confesso: tenho inveja das famílias que pululam nos baby blogs e das mães bloggers dos baby blogs. O meu problema é que eu gostava mesmo de ser uma verdadeira mãe blogger e de ser ao mesmo tempo uma mãe moderna parecida com todas as mães bloggers que eu sigo fielmente, admiro e invejo. Mas a verdade é que eu sou uma lástima neste capítulo. Eu gostava imenso de ter jeito para tirar fotografias fofinhas dos meus filhos, de saber fazer bolos fofinhos para tirar fotografias aos bolos e ao mesmo tempo de me mostrar uma mãe moderna, descomplicada, ternurenta, que fala de cremes, de filhos e de trabalho conseguindo despertar um sorriso nas leitoras que procuram coisas fofinhas para se inspirarem na sua maternidade e na sua vida activa. Mas não tenho jeito nenhum para isto.  

Quando eu leio os baby blogs fico de rastos e absolutamente convencida de que sou uma mãe lastimável. As fotografias das festas de anos dos meus filhos são do telemóvel porque nunca sei onde está a máquina. Os bolos, bom, aquilo que salva os meus bolos da humilhação absoluta são os smarties, não consigo ir mais longe do que isto na decoração dos bolos. Também nunca sei onde se compra roupa para criança e a moda dominante dos meus filhos são as feiras, a Zippy e o generoso contributo da minha querida mãe. Não tenho nada a dizer sobre cremes, dietas, sandálias, arrumações,etc. Sou, portanto, uma nulidade. Os meus filhos são fofinhos, juro que são. Mas é só. Tudo o resto é uma lástima. 

Às  vezes, ponho-me em frente ao computador e penso: "É desta, vou fazer um post fofinho!" Mas não sai nada. Nada. Bloqueio. Olho à volta e não tenho nada de fofinho para dizer. Só histórias parvas e conversas parvas com os meus filhos adoráveis. 

Por exemplo, no outro dia fui à praia com alguns dos meus filhos para os soltar ou elouqueciamos todos. Cenário ideal para posts e fotografias fofinhas. Ambiente ideal para me revelar a toda a blogoesfera uma mãe do tipo familiar e saudável que leva os filhos à praia em vez do os amarrar à playstation para poder ficar a tarde toda a babar no sofá em frente à televisão. Mas não fiz nada de jeito para o meu blog. Nada. Nem fiz um post a dizer que tinha ido à praia. Não levei a máquina (não sei onde está) e aproveitei a praia para  me imobilizar a apanhar sol enquanto as crianças jogavam à bola e enchiam de areia toda a gente à volta menos eu. Mais uma oportunidade perdida e mais uma facada na minha autoestima materna e bloguítica. A verdade é que, nem que eu viva mil anos, jamais conseguirei fazer um post destes (também é verdade  que não tenho um cão) ou um bolo destes. E isso mata-me. Mas os meus filhos são fofinhos, juro. E juro que vou tentar descobrir a porcaria da máquina fotográfica.  

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publicado às 13:33

...

por Inês Teotónio Pereira, em 09.04.14

Viva, viva, o meu filho também tem oito meses e também gosta de comer o meu cabelo. Ninguém quer escrever sobre isto? 

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publicado às 10:45

Unhas

por Inês Teotónio Pereira, em 09.04.14

Sei quando estou ser negligente pelo tamanho das unhas dos meus filhos. 

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publicado às 10:28

Ontem

por Inês Teotónio Pereira, em 09.04.14

- Só vais estudar depois de fazeres o cartoon para o blog. 

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publicado às 10:25

Viva os pais cool

por Inês Teotónio Pereira, em 08.04.14

Uma discussão que eu gosto. Poder de pai e poder de mãe. Ou seja, uma discussão sobre os pais modernos. Hoje em dia é cool os pais serem modernos. E ainda bem. Os pais devem saber fazer tudo o que as mães fazem, serem tão mães quanto as mães, mas continuarem a ser pais. E ainda bem que assim é. Os pais evoluiram no bom sentido. Até Darwin deve estar orgulhoso. Os pais cool, ou modernos, sabem vestir um recém nascido sem o controcerem e sem partirem os braços da criancinha, acordam a meio da noite para alimentar a cria (no caso do biberão), sabem fazer papas, estão a par das datas das vacinas, das reuniões das escolas, das consultas do pediatra, reconhecem os vários tipos de choro, mudam fraldas com perícia, dão banho aos bebés sem se correr o risco de entrar dois litros de água para dentro dos ouvidos das criaturas, sabem pôr supositórios ou soro no nariz quando é preciso e ficam noites em claro ao pé dos filhos quando estes têm os dentes a nascer. E ainda têm tempo para ensinar os filhos a jogar futebol, brincar com as filhas às bonecas, levar os filhos ao futebol, levar as filhas aos baloiços, fazerem de cavalinho, de cão ou de palhaço, jogar Fifa, aturar os olhares de desdém das sogras, fazer os trabalhos de casa com os filhos e com as filhas sem nunca perderem a cabeça (os pais têm muito mais paciência do que as mães) e serem o último reduto da autoridade doméstica. E no final do dia ainda têm tempo para fazer um elogio à mulher, assegurar-lhe que não engordou apesar dos filhos e que as amigas não são tão boas mães nem tão boas cozinheiras quanto as mulheres. E só depois de tudo isto é que vão ver a Sport TV em sossego na companhia de uma mini.

Os pais cool são a principal maravilha dos tempos modernos. O pior é que nem todos são assim e o pior ainda é que nem todos são assim porque nós mães não deixamos. No fundo nós não acreditamos que eles consigam fazer todas as tradicionais tarefas de mães tão bem como nós - de vez em quando ainda vá lá, mas só o fazem porque estamos lá nós para corrigir se as coisas correrem mal ou porque fazem tudoda forma que nós queremos. Nós temos o poder absoluto sobre os nossos filhos e, tal como em todas as ditaduras, só fala quem nós deixamos: hoje os maridos, amanhã os avós, às vezes os professores, os médicos, etc. Mas quem manda em quem manda nos nossos filhos somos nós. No final do dia só existem pais cool em casas onde as mães deixam. Os pais cool são o reflexo do poder das mães. São cool porque nós queremos ou deixamos. É uma espécie de delegação de poderes. A verdade é que nós mães caminhamos a passos largos para o domínio absoluto da espécie pais. Viva os pais cool. 

 

  

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publicado às 13:21

Humor de filho

por Inês Teotónio Pereira, em 08.04.14

 

 

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publicado às 11:39

Contratações com mais de um metro

por Inês Teotónio Pereira, em 07.04.14

Não tenho jeito nenhum para desenho, para fotografias, para pintar e para todas essas coisas fantásticas. Aliás, tenho jeito para muito poucas coisas (adormeço em dez segundos e sei gritar com os meus filhos). Por isso, para que este blog não morra e para que não morram todos os seus leitores de tédio, convenci (intimidei) o meu filho mais velho a contribuir para este espaço de doidos com cartoons feitos por ele, sobre ele e sobre os irmãos. Proibi-o, obviamente, de fazer desenhos meus ou do pai. Amanhã sai o primeiro cartoon. O rapaz até tem nome de artista moderno: Sá. 

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publicado às 17:00

Excelentes notícias

por Inês Teotónio Pereira, em 07.04.14

O meu bebé está rouco.

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publicado às 16:56

Começam amanhã duas semanas de férias III

por Inês Teotónio Pereira, em 06.04.14

E eu? O meu casamento? Os meus vizinhos? 

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publicado às 23:00


A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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