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por Inês Teotónio Pereira, em 14.03.11

Maria filomena Mónica, no Público

 

(...)

É verdade que filhos de sapateiros deixaram de ser sapateiros e as filhas das criadas de servir de ser empregadas domésticas, uma realidade positiva. Mas a qualidade da educação não deveria ter sido, como foi, sacrificada. Os promotores da manifestação de ontem são todos licenciados em Relações Internacionais. Isto habilita-os a quê? Alguém se deu ao trabalho de olhar o conteúdo destes cursos? Os docentes que os regem sabem do que falam? Duvido.
Por muito que custe ao dr. Mário Soares, o voto só é uma arma se um cidadão tiver a possibilidade de escolher o "seu" deputado. Se o voto contribuir apenas para legitimar os indivíduos seleccionados pelos marechais dos partidos, o regime fica em maus lençóis. Os políticos deveriam ter previsto que, um dia, a "geração sem remuneração" sairia à rua. O futuro destes jovens não é agradável. Nem todos sofrerão da mesma maneira, mas o que aí vem é terrível. Enquanto os betos têm a família por detrás e os boys as alavancas dos partidos, os mitrasacabarão em empregos mal remunerados e no desemprego. Em Portugal, a mobilidade social é um mito.

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publicado às 12:28


2 comentários

De Ana Paula a 14.03.2011 às 15:43

Que visão mais fascista.
Mas não se podia esperar outra coisa.
Pois bem, ainda bem que eu filha de um pedreiro e de uma criada de servir consegui tirar um curso e mesmo assim ainda sei limpar a minha casa e fazer pão.

De Luísa Nunes a 16.03.2011 às 18:43

Onde está a atitude fascista???
Sinceramente não a vi.
Também sou filha de um serrelheiro/motorista de pesados de mercadorias e de uma "criada de servir", com muito orgulho e honra, não cheguei a licenciar-me, por vicicitudes familiares diversas de que não cabe aqui e agora falar, e eu própria cheguei a ser "doméstica" em fase de alguma convulsão politica (pós revolução de Abril) e falta de trabalho. Mas quer eu, quer os meus irmãos, estudamos, num tempo em que os nossos "iguais" (leia-se pessoas da classe baixa) íam trabalhar mal tinham a 4ª classe, ou mesmo sem ela. Mas uma boa parte dos que fizeram a 4ª classe de então, sabem bem mais do que os que saem hoje em dia das escolas com o 9º ano. Ou seja, a qualidade do ensino, tem-se vindo a degradar cada vez mais ao longo dos anos e, por favor, não culpem os professores por isso (garanto que não sou nem nunca fui professora, nem tenho nenhum na família).
Os nossos representantes deviam ser efectivamente escolhidos por nós e não pelos senhores dos partidos.
Isto posto apenas para dizer que concordo em pleno com o texto publicado no blog e se alguém achar que sou fascista, por causa disso, então que seja, já que o socialismo nada deu de mais valia a este país.

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
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