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Nós, filhos de desempregados, netos de pensionista que vivem com reformas miseráveis, sobrinhos de escravos dos direitos adquiridos das gerações mais velhas, filhos, sobrinhos e netos de professores mal tratados, de polícias desprezados, de funcionários públicos desvalorizados.

Nós, que até agora aturámos a condição dos mais velhos, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país.

Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária das nossas famílias, das nossas creches, dos jardins de infância, das escolas. Estamos aqui, hoje, porque não pedimos para nascer e passarmos a ser herdeiros de uma dívida externa gigantesca e de créditos à habitação com 80 anos de casas onde não vamos viver porque já não existirão quando nós tivermos idade para votar.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – pais, tios, primos e avós que votaram em socialistas eleições após eleições – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Estamos completamente tramados e garantimos que nunca vos iremos visitar aos lares. Nem ao domingo.

b) Destroem os nosso País.

c) Hipotecam o nosso futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem um vigéssimo daquilo que vocês todos tiveram.

Somos a geração com menor números de irmãos na história do país. Somos muito, muito poucos, por isso, nem pensem que vamos trabalhar para pagar dívidas externas, dívidas dos nossos pais, e avós, reformas, pensões, etc.  Não  nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos capacidade de desenvolver birras e diarreias para vos obrigar a não destruírem Portugal e a pensarem duas vezes antes de votarem em socialistas.

Nós protestamos contra as outras gerações. E como ainda não sabemos ler como deve ser e não nos deixam votar, estamos e queremos que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução ou vão ter as paredes todas riscadas, nunca mais comemos sopa, vamos passar seis horas por dia a jogar consola, vamos fazer birras em todas as idas ao supermercado, nunca mais cumprimentamos tias, tios, avós, vizinhos, etc.  e outras acções de luta que serão combinadas nos órgãos próprios: no club penguin ou em outro jogo de computador online.  

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publicado às 19:08


4 comentários

De Sandra Costa a 17.03.2011 às 23:18

simplesmente, genial.

De Ativo a 18.03.2011 às 12:35

Acho que deste ideias aos políticos que se inspiraram em ti e encheram o debate quinzenal de birras.

De Sofia a 18.03.2011 às 17:54

Muito bom. :)

De João Bragança a 22.03.2011 às 11:33

Parece-me pertinente fazer uma contra-resposta...E aqui fica ela: http://paraladofula.blogspot.com/2011/03/verdade-nua-e-crua.html

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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