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Cinema

por Inês Teotónio Pereira, em 26.04.11

(Crónica do último fim-de-semana)

 

Uma das tarefas de mãe, além das óbvias que passam por educar, alimentar e providenciar toda a higiene das crias, é levar os filhos ao cinema. Ir ao cinema, nos dias de hoje, é quase tão fundamental quanto pôr aparelhos para os dentes nas crianças.

É suposto que as crianças estejam a par das últimas novidades, que saibam o nome dos personagens e que queiram ter o jogo de vídeo referente ao filme.

É por isso que, apesar de este ser um programa caro, provavelmente existem mais crianças a ir ao cinema do que adultos. (Os adultos vão ao Quarteto, as crianças enchem os centros comerciais.) 

Ir ao cinema já não é um acontecimento isolado, um programa indicado para um domingo à tarde nas férias, ir ao cinema é um processo, é toda uma rotina onde existem várias fases encadeadas e o filme em si é apenas um pormenor.

As crianças de hoje não estão habituadas a ir apenas ao cinema, elas vão ao cinemas para poderem encher-se de pipocas e, com sorte, para comerem hambúrgueres ou gelado.

O filme no meio de tudo o que as salas de cinema têm para oferecer é apenas um pretexto. Filmes vêem-se na televisão ou no computador; já as pipocas não sabem ao mesmo quando são feitas em casa.

Mas o pior destas modernices nem são as pipocas, são os óculos. Aqueles óculos manhosos que alugamos para podermos ver o filme porque sem eles a imagem fica turva e a duplicar.

Detesto os óculos: nunca vi nada de especial em 3D e já gastei um dinheirão. E o mais caricato é que nem sequer existem óculos para as crianças, são todos tamanho XXL. Mas, apesar dos óculos, adorei o "Rio".

 

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publicado às 09:55


2 comentários

De Anónimo a 26.04.2011 às 14:27

Por isso é que o quarteto fechou...

Gosto muito de cá vir espreitar. ( Farto-me de rir)
Bjs.


Rita Albuquerque Pinheiro

De O Roteiro da Cegonha a 26.04.2011 às 15:44

A cena dos óculos tira-me do sério... por isso é que, cá em casa, o cinema passou a ser programinha de pai.

Bjs da blogger mãmã

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
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