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é lerem

por Inês Teotónio Pereira, em 05.09.11
Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.

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publicado às 14:14


12 comentários

De Marta Gonçalves a 05.09.2011 às 20:24

Permita-me discordar e informar. Em Portugal não se recebe subsídio nenhum em situação de aborto excepto, e sublinhe-se, se o aborto ocorre por razões médicas e aqui leiam-se mal-formações fetais graves (ex: cardiopatias , espinha bífida, tubo neuronal alterado).

Gostaria ainda de lhe dizer que no nosso país a especialidade de enfermagem onde existem mais enfermeiras é na área da Saúde Materna e Obstétrica, sendo que quase todas as intervenções nesta área se focam nos enfermeiros, incluíndo os partos eutócicos.

Em termos médicos, nos centros de saúde e USF os médicos são especialistas na área de Medicina Familiar, não sendo direccionados para a área da saúde materna e obstétrica em específico. Toda e qualquer mulher que deseje informações bastante específicas acerca da área terá de consultar um obstetra. Deste modo, em qualquer situação na qual seja necessária intervenções especializadas durante uma gravidez (ex: Hipertensão Arterial induzida pela Gravidez) terá de ser seguida num hospital, vulgarmente o hospital onde irá parir.

De p D s a 06.09.2011 às 17:58

o tipo de discurso utilizado no post (a na citação publicada) é aquilo a que se pode chamar verdadeiramente : a mais basica DEMAGOGIA!

E é pena que num blogue onde se esceve sobre o que de mais valioso a Natureza nos proprociona: As Crianças : se abordem alguns temas deveras sensiveis e delicado, com uma ligeireiza verdadeiramente : INFANTIL.

Espero que o comentário da Marta Gonçalves tenha servido para iluminar alguma escuridão que sempre limita os horizontes!

De Ana Albuquerque Barata a 07.09.2011 às 23:15

Não pretendendo questionar a quantidade/qualidade de pessoal de enfermagem na área da saúde materna e obstétrica a laborarem nos centros de saúde e unidades de saúde familiar (usf), há um conjunto variado e alargado de procedimentos que lhes estão vedados, só sendo autorizados a médicos.
E estes não exercem, ou se o fazem, será em número reduzido, nessas unidades.
Mas essa não é a questão.
A questão é que se apoia a ivg, pagam-se horas a pessoal de saúde para estas intervenções, quando não se paga o equivalente para os mesmos profissionais estarem disponíveis em centros de saúde e usf's.
E, em simultâneo, retira-se o abono de família.
E as famílias numerosas são olhadas como bichos raros, esquisitos e antiquados, como se fossem completamente desadequadas e desenquadradas. E não é que, por vezes, sinto mesmo que é assim que classificam a minha?

De Inês Fonseca a 08.09.2011 às 14:48

Não é verdade o que a leitora Marta Gonçalves afirma no comentário acima.

De facto, existe um subsídio por aborto mesmo quando este é VOLUNTÁRIO, e pago a 100% (superior, portanto, ao subsídio a que têm direito as pessoas doentes, o qual varia entre 65%-75% da remuneração).

Pode consultar tudo no site da segurança social:
http://www2.seg-social.pt/left.asp?02.08
e
http://www2.seg-social.pt/preview_documentos.asp?r=22972&m=PDF

Cumprimentos
IF

De Cláudia Marques a 22.09.2011 às 21:06

Lá está, não é de todo verdade +/-. De facto não recebe subsídio de maternidade, mas pode por baixa, porque trata-se de uma intervenção cirúrgica. Pode não ter complicções demais, mas é sempre um acto cirúrgico.

Além de que se é a área onde existe mais acompanhamento, porque é que só tem acompanhamento especializado público, as grávidas avaliadas em risco?

Já tive uma perda e posteriores 2 gravidezes, uma no privado, associada ao médico de família e outra no Hospital Público. Vê-se sempre de tudo... mas falta sempre acompanhamento!!!

De Inês F a 07.10.2011 às 21:40

Lamento, mas está enganada: o aborto livre praticado "em estabelecimento de saúde legalmente autorizado" nem sempre é cirúrgico. E, em qualquer dos casos - cirúrgico ou não - dá sempre direito ao subsídio de que falei, superior, repito, ao da baixa por doença.
Cumprimentos.

De Maria Pereira a 06.09.2011 às 17:53

Não me estás na dar novidade nenhuma, eu tive de arranjar um médico patticular para os meus filhos pq no centro de saude não tinham... É o pais que infelizmente temos

Bjs

De Carla M a 08.09.2011 às 21:43

Quanto disparate! No hospital público fazem-se abortos gratuitos enquanto essa solução for mais barata do que cuidar das mulheres que vão parar ao hospital público em consequência de abortos clandestinos. É apenas uma questão de saúde pública e de contas públicas.

De Nuno Cardoso Dias a 09.09.2011 às 12:28

Por essa ordem de ideias devia oferecer-se os ginásios e a alimentação saudável deviam ser gratuitos para evitar o que gastamos com doenças relacionadas com a obesidade.
A ideia é gira, é pena é não funcionar. Não vou falar em disparates porque isso qualificaria o meu argumento e não o seu.
Independentemente da ideia que tenhamos sobre o aborto, há uma escala de prioridades que obviamente está desajustada. Antes de pagarmos abortos gratuitos e licenças a quem aborta por opção, muitas outras coisas teriam de ser gratuitas e muitos encargos teriam de desaparecer.

De Anónimo a 14.09.2011 às 21:36

Nuno,
não é a minha ordem de ideias. É a ordem de ideias do legislador.

De Nuno Cardoso Dias a 15.09.2011 às 11:24

Não... era a ordem de ideias da Carla M, a quem eu estava a responder. O legislador - que deve ser um tipo cheio de sentido de humor a julgar por algumas das coisas que vai fazendo - entra depois das definição de prioridades, executando-a.
A opinião citada, com a qual concordo, é precisamente de que a lei tem de mudar. Devo dizer que é uma opinião partilhada até por muita gente que votou a favor da descriminalização do aborto e que se sentiram enganados, pelos que lhes diziam que era só isso que estava em causa.

De Marta Gonçalves a 09.09.2011 às 02:24

Inês Fonseca obrigada pelo esclarecimento ;)

Afinal tinha as informações erradas acerca deste assunto ;)

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
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