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Quando eles forem grandes

por Inês Teotónio Pereira, em 16.08.09

Um dia um dos meus filhos anunciou teatralmente: "Quando for grande quero ser homem do lixo. Quero andar a noite toda pendurado na parte de trás dos camiões." Não o desencorajei, mas também não voltei a tocar no assunto. Tenho outro filho que quer ser "arranjador de coisas" ou corredor de motos ou cozinheiro. Está confuso. Mas isto foi na semana passada, porque desde que aprenderam a falar já quiseram ser futebolistas, investigadores de peixes, sábios, reis e chefes. Também já se imaginaram a guiar autocarros, a servir gelados, a viver na selva com leões, na guerra a matar maus ou a limpar piscinas, por exemplo. Depende.

Perante estes delírios semanais, quase diários, deixei de ter ambições para os meus filhos. Eles que as tenham sozinhos. A esquizofrenia de gostos, quedas e jeitos para as mais variadas profissões é tal que se torna impossível desenhar um perfil válido para dois dias que seja. Agora já não vislumbro em cada desenho uma obra de Gaudí ou em cada toque de bola o meu menino no Real Madrid. Nada disso: retirei-me
. (mais no I)

 

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publicado às 21:11


1 comentário

De a 17.08.2009 às 22:44

RS As vezes é difícil mas quando colocamos na cabeça que é aquilo que queremos não tem jeito!

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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