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Falar com estranhos

por Inês Teotónio Pereira, em 25.08.09

A vida de um ser humano está cheia de episódios confrangedores ou de momentos Mr. Bean, em que nós somos o Mr. Bean, seja porque ninguém se ri das nossas piadas, só nós, seja porque esbarramos contra um vidro que imaginávamos ser atmosfera. Na verdade ninguém está livre de escorregar na casca de uma banana em frente de uma esplanada cheia de teenagers do liceu ou de tropeçar à entrada de uma reunião e ir de cara e de papéis ao chão. É um fado. Mas os piores episódios confrangedores são os vividos com e graças às crianças que mal conhecemos. São estes os de maior risco, ou, dito de outra forma, são momentos de stresse só comparáveis com os sofridos por um controlador de tráfego aéreo em Nova Iorque no dia 12 de Setembro de 2003 - seja pelo risco da pergunta impertinente que a criancinha faz ou podia fazer, seja pela resposta que ela vai dar à pergunta que fazemos.
Os adultos não sabem o que fazer com a ausência de filtro ou de regras sociais das crianças, que são aquilo que há de mais parecido com um bêbado sem tento na língua, e na dúvida armam-se em engraçados, em amigalhaços ou em confidentes.

(...no I)

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publicado às 10:58



A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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