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Escolas de brincar a sério

por Inês Teotónio Pereira, em 31.08.09

Há um novo negócio em Portugal que teima em contrariar a crise: é o negócio das escolas. Não estou a falar das escolas, vá lá, tradicionais, onde se aprende a ler, escrever, biologia e matemática. Não, refiro-me às escolas onde se aprende, digamos, a brincar. Mas a sério, com saber. Onde se ensina, por exemplo, surf, winsurf, futebol, vela, remo, ténis, bodyboard, judo, robótica, rugby, piano, teatro, dança, ballet, saltos de trampolim, costura, pintura, patinagem ou artes plásticas. Com ciência, claro.
São escolas especializadas em fazer passar o tempo, seja na praia, seja no campo ou num barracão, e tudo o que é preciso: aulas, professores e propinas. São à séria e até lucram no Verão. Nas férias.
"Ora o que é que mudou? No meu tempo não era assim?", perguntam. Pois arrisco uma resposta: mudou o mercado dos pais.

 

 

 

 

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publicado às 12:06


5 comentários

De João Coutinho a 04.09.2009 às 18:46

Eu questionaria então, onde aprendeu a sua profissão?! Pois é de lamentar que alguém escreva sobre algo que desconhece e nem se tenta informar antes de escrever... Para sua informação e falo especificamente no que refere às escolas de surf, todas são obrigatoriamente licenciadas e certificadas pelas autoridades e entidades competentes, todas passam por rigorosas burocracias e validações até poderem funcionar, todos os monitores são certificados pela Federação Portuguesa de Surf que ministra cursos específicos, paralelamente, uma grande percentagem tem formação superior na área, nomeadamente motricidade humana, desporto, etc. Já para não falar que uma grande parte dos professores são surfistas profissionais com largos anos de experiência e que muitas vezes não utilizam os rendimentos que daí decorrem para ficarem ricos, mas sim para poderem ter dinheiro para continuarem a competir nos circuitos internacionais e levar o nome de Portugal além fronteiras, pois caso não saiba não há apoios para esse tipo de desporto... E são exactamente essas escolas que fazem acções sociais proporcionando a miúdos desfavorecidos experiências únicas nas suas férias gratuitamente, são essas escolas que lutam por conseguir transformar alunos em jovens campeões desse desporto... se isso para si não é suficiente, tem bom remédio, não pense sequer em colocar lá os seus filhos... e saia da ignorância e tente aprender um pouquinho mais antes de escrever e julgar sobre algo que desconhece... Onde será que aprendeu a ser jornalista?!
Mas se acha que isto é um negócio de lucro e qualquer um pode fazê-lo, então desafio-a a abrir também uma escola de surf e depois conte-me se o conseguiu...
Talvez os Polícias não a tenham reconhecido mas quem sabe um dia destes numa "escola de brincar a sério", quando um dos seus filhos resolver querer fazer uma actividade, seja reconhecida e alguém lhe ensine qualquer coisa! Mas provavelmente é uma especialista em crianças daquelas que acha extremamente saudável uma criança não ter qualquer tipo de actividade ou contacto com outros miúdos, deve ser daquelas defensoras de computadores e jogos de computador... Pobres crianças, não é à toa que se escondem dos polícias!

De Inês Teotónio Pereira a 04.09.2009 às 19:36

Caro João Coutinho,
não tem qualquer razao em se irritar. Nem uma. Não deve ter percebido nada do que eu escrevi e aconselho que leia tudo outra vez, e com calma. Não lhe vou traduzir o artigo porque não me apetece nada. E se calhar nem vale a pena. Como também não valeu a pena traduzir o artigo da autoridade aos polícias.
Já agora, qual é a sua escola? É que eu queria inscrever os meus filhos numa escola de surf, e o João parece que leva o negócio a sério - o que é um bom ponto de partida para a minha selecção (além do bom feitio dos professores, claro).
Já agora: não percebo nada de computadores e os meus filhos também não.
Cumprimentos e volte sempre

De Anónimo a 24.09.2009 às 00:18

Pois... pelos vistos o problema não é de quem escreve... é de quem lê! O nível intelectual deve ser demasiado elevado para o comum dos mortais!
Eu também não percebo de muita coisa, mas não me canso de tentar aprender sobre aquilo que não percebo, não me canso de aprender... mas seguramente não falo daquilo que não conheço...

De Inês Teotónio Pereira a 24.09.2009 às 16:21

sim, eu também estou a perceber mais de computadores. De resto, concordo

De Jogos a 06.03.2011 às 15:04

Quanto mais aprendo mais sei que nada sei

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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