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Nem Spielberg se lembraria desta

por Inês Teotónio Pereira, em 19.05.09

Um dos filmes que mais me impressionou chama-se “Inteligência Artificial”. Esta tortura de Spielberg conta a história kafkiana de um filho robô que os pais de carne e osso abandonam porque o filho verdadeiro, afinal, não morreu. O robô acaba debaixo do mar a pedir à fada azul que o transforme num menino verdadeiro para poder passar mais um dia com a mãe. Só um dia.

Se eu nunca chorei com o Pinóquio quando tinha seis anos, já com esta violência Spielbergiana verti litros de lágrimas – até porque neste filme a fada azul não existe.

Vem isto a propósito da história de Alexandra, a criança russa que foi literalmente arrancada dos braços dos pais para ir viver com a mãe russa que a tinha abandonado quando ela era um bebé.

Alexandra nem sequer sabe dizer mãe em russo.

Não sei se a justiça portuguesa funcionou bem ou mal neste caso (apesar de desconfiar); mas sei que não vou deixar os meus filhos verem as notícias nos próximos dias. Não lhes posso dizer que a Alexandra é um robô e que o Telejornal é realizado por Steven Spielberg.

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publicado às 17:22


2 comentários

De mil sorrisos a 19.05.2009 às 19:20

Infelizmente as necessidades afectivas da criança são, mais uma vez, deixadas para segundo plano... E assim vai a (in)justiça portugeusa...
Beijos e Mil Sorrisos
:O)))

De maria do mar a 05.08.2009 às 11:39

como sempre um post genial. dói o coração a qualquer pessoa com alma, assistir a decisões destas... venho tds os dias dar aqui um pulinho. e quando já li os post do dia, vou aos arquivos. está nos destaques do meu blog.
www.coresdochabranco.blogs.sapo.pt

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
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