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Bebés: uma questão de prioridades

por Inês Teotónio Pereira, em 01.03.14

A Maria João, desta vez, não tem razão. A questão não está em fazer ou não juizos de valor em relação à opção das pessoas que escolhem ter poucos ou não ter filhos. A questão coloca-se no facto de as pessoas alegarem que até teriam mais filhos se tivessem condições económicas para os ter. Falsa questão. Na maior parte dos casos as condições económicas têm as costas largas no que diz respeito à natalidade. Aqui em baixo digo porquê.  É quase sempre uma questão de prioridades, todas elas legitimas, mas é apenas uma questão de escala. Ou seja, de mentalidade. 

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publicado às 19:52


2 comentários

De Anónimo a 03.03.2014 às 11:00

Adorava ter uma casa cheia de filhos. Mas não posso!
Por razões biológicas e por razões monetárias. Monetárias porque no meu caso não se trata de "ser caro" criar filhos. É mesmo porque é muito caro fazê-los. O meu filho único custou-me EUR 8.000. E tive sorte porque engravidei ao segundo tratamento.
E quero dar o melhor ao meu filho e sei que isso passaria por ter irmãos. Mas quanto me custariam esses irmãos? Seriam precisos quantos tratamentos (é que é uma lotaria o resultado de um tratamento)?
E como nós, há MUITOS casais egoístas que não têm filhos ou têm filhos únicos que invertem a pirâmide demográfica do país.
Porque nem sempre as razões monetárias são os iPads ou as viagens ou o carro aos 18 anos que se querem dar aos filhos!
E para além das razões monetárias há muitas outras razões para estarmos a criar um país de filhos únicos.
Irritam-me juízos de valor e generalizações quando falamos de natalidade/fertilidade.

De vidas da nossa vida a 08.04.2014 às 14:57

Concordo em absoluto. A nossa vontade e a nossa paciência e disponibilidade mental é o mais importante para a decisão do número de filhos que se quer ter. Claro que o dinheiro é importante e tem um peso na decisão dos casais mas, na minha opinião, está longe de ser o factor principal. (Mãe de dois, mas que quer ter pelo menos mais um)

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A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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