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Dia do Pai

por Inês Teotónio Pereira, em 19.03.14

Nunca percebi esta coisa dos dias: porque é que são os pais a irem à escola dos filhos e não os filhos a irem ao trabalho dos pais? Eu sei que os filhos adoram que os pais vão à escola deles, mas já alguém perguntou aos pais se eles adoram ir à escola dos filhos? Há por ai algum pai que viva ansioso pelo Dia do Pai para poder ir à escola do filho? É que o Dia do Pai, tal como o nome indica, é do pai, não é do filho. No dia do filho (vulgo, criança) percebo que os pais andem às ordens dos filhos e que os visitem em todo o lado. Mas no Dia do Pai, o pai é que devia ter toda a liberdade de escolha dos eventos desse dia e o filho a obrigação de o acompanhar. Tipo: comer tremoços e beber cerveja ao som do canal Benfica; ou então comer pica-pau e beber minis a ver o Canal Benfica e sem crianças a interromper; ir à praia e dormir a tarde toda; ver todos os talk shows de futebol do último mês assim como todos os lances polémicos em que o Sporting foi penalizado (...) sempre com uma cervejinha a acompanhar. Programas desses é que são verdadeiros programas do Dia do Pai. Todos os outros são programas de filho. Os filhos, meus senhores, andam a roubar os dias aos pais. E os pais, nada. Nem um ai.    

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publicado às 14:12



A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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