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Para memória futura

por Inês Teotónio Pereira, em 04.04.14

Eu não assisti à entrevista que o jornal i fez ontem aos meus filhos. Achei melhor sair para que a criançada não se sentisse, vá, intimidada. Claro que fiquei atrás da porta para saber quem disse o quê e para poder, com propriedade, aplicar as medidas de coação que se justificassem ou, pelo contrário, premiá-los com bolos e gelados.

Ouvi pouca coisa porque eles falaram baixinho e o bebé ia guinchando. Mas sempre ouvi alguma coisa. Dizia um deles: "Já estou habituado a levar sapatadas. Por isso, já não me doem nada". 

Não sei o que a jornalista vai fazer com isto, mas juro que nunca dei sapatadas aos meus filhos. Juro. A nenhum. Alerto desde já todas as entidades competentes, incluindo a ONU e o povo sueco, que este relato é falso. Este testmunho não tem qualquer adesão à realidade e a criança, posso dizer, faz uma acusação falsa e sem provas. Eu apenas dou palmadas corretivas, em situações extremas, e apenas quando perco a cabeça - mais ou menos de quinze em quinze dias. Além disso, as palmadas até doem um bocadinho. 

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publicado às 12:15


A Um Metro do Chão o mundo está cheio de pernas e tem de se olhar para cima para ver o céu - o que faz toda a diferença. O preto é mesmo preto e o branco é branco. As coisas são todas assustadoramente concretas e ninguém aceita argumentos, só respostas. Não é um mundo melhor, pior ou mais verdadeiro; é apenas diferente, apesar de ser o mesmo. Este blogue é sobre isso. E sobre uma coisinha ou outra que pode não ter nada a ver.

Autora

Inês Teotónio Pereira
iteotoniopereira@gmail.com
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